O mercado repercutiu notícias de que há uma articulaçãoa retirada de mais R$ 2,5 bilhões do limite de gastos do arcabouço
Por Misto Brasil – DF
O Ibovespa acompanhou a cautela externa com troca de ameaças militares entre Estados Unidos e Irã. O tom negativo foi limitado pela forte valorização do petróleo no mercado internacional.
Nesta quarta-feira (08), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com queda de 0,79%, aos 170.653,45 pontos.
O dólar à vista encerrou as negociações a R$ 5,1484, com leve queda de 0,09%.
No cenário doméstico, o mercado repercutiu notícias de que o governo do presidente Lula da Silva (PT) e o Congresso Nacional articulam a retirada de mais R$ 2,5 bilhões do limite de gastos do arcabouço e da meta fiscal neste ano para recuperar investimentos na Defesa Nacional atingidos por bloqueio no Orçamento.
Na análise do economista sênior da Nomad, Vitor Kayo, o real mostra resistência na primeira parte do pregão, mas cede à medida que a aversão a risco global ganha corpo com o agravamento das tensões entre EUA e Irã.
A entrada contínua de capital estrangeiro para renda fixa no Brasil também colabora para segurar a pressão cambial.
À tarde, a divulgação da ata do Fed confirma a leitura de que o documento não traria grandes novidades em relação ao comunicado e à entrevista pós-comunicado, o que tende a limitar o impacto adicional sobre o câmbio em relação ao que já vinha sendo precificado pelo mercado ao longo do dia.
O índice Dow Jones Industrial Average fechou em forte queda nesta quarta-feira após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarar durante a cúpula da Otan, na Turquia, que o cessar-fogo com o Irã “acabou”. A escalada das tensões no Oriente Médio impulsionou os preços do petróleo e aumentou a aversão ao risco nos mercados.
O índice de 30 ações caiu 577 pontos, ou 1,1%. O S&P 500 recuou 0,3%, enquanto o Nasdaq Composite avançou 0,2%.
No mercado de commodities, o petróleo Brent encerrou o dia em alta de 5,43%, cotado a US$ 78,19 por barril. Já o WTI subiu 4,37%, fechando a US$ 73,52 por barril.
Os preços do petróleo registraram forte alta, impulsionados pela escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã e pelo temor de que um bloqueio no Estreito de Ormuz comprometa o abastecimento global da commodity.
Apesar de perder parte dos ganhos no fim do pregão, os contratos fecharam no maior nível em cerca de três semanas.
Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato do petróleo WTI para agosto avançou 4,37%, encerrando cotado a US$ 73,52 por barril.
O Brent para setembro, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, subiu 5,20%, para US$ 78,02 por barril. Ambos atingiram o maior patamar desde 22 de junho. (Com informações do Times Brasil e MoneyTimes)













