Ícone do site Misto Brasil

Operação desarticula fraude de R$ 86 milhões no Rio Metrópole

IRM prisão Davi Perin RJ Misto Brasil

Davi Perini, doi IRM, sendo conduzido preso nesta manhã/Tempo Real

Compartilhe:

As investigações do Ministerio Público do RJ apontam que o grupo operava contratos fraudulentos e aditivos ilegais

Por Misto Brasil – DF

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) abriu a caixa-preta de uma robusta engrenagem de corrupção instalada na cúpula do governo fluminense.

Deflagrada na manhã desta quinta-feira (9), a Operação Ouroboros cumpre mandados de prisão e de busca e apreensão contra um esquema criminoso no Instituto Rio Metrópole (IRM), autarquia estadual vinculada à Secretaria de Governo.

As investigações apontam que o grupo operava contratos fraudulentos e aditivos ilegais que ultrapassam R$ 86 milhões, lavando dinheiro público com saques massivos em espécie operados por uma funcionária apelidada de “Mulher da Mala”, que contava com escolta armada de empresa privada.

Cúpula do Instituto presa e diretor foragido

As ordens judiciais expedidas miram 11 denunciados pelo Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal (Gaesf/MPRJ).

Até o momento, cinco pessoas foram presas e uma permanece foragida da Justiça. Conforme informações atualizadas da cobertura do portal G1 Rio, a lista de alvos inclui nomes influentes da política fluminense:

Como funcionava a engenharia financeira do esquema

De acordo com a denúncia do MPRJ, a organização criminosa fraudou licitações e direcionou contratos na autarquia a partir de 2022.

O Instituto Rio Metrópole — criado em 2018 para gerenciar o desenvolvimento urbano regional — contratou as empresas Engeconsult Consultores Técnicos e R Peotta Engenharia.

A partir daí, o dinheiro público seguia um fluxo planejado de lavagem:

  1. Subcontratações Fictícias: As prestadoras principais fechavam contratos falsos com o Brazilian Institute of Organic (Instituto Bio), empresa controlada por Caroline, a “Mulher da Mala”.

  2. Repasse e Saques: O IRM pagava as empreiteiras, que repassavam os valores à conta do Instituto Bio.

  3. Escolta Privada: O dinheiro era sacado na boca do caixa por Caroline sob a escolta armada da empresa Rioforte, pertencente ao diretor e delegado Franquis Nepomuceno.

  4. Aditivos Inflados: Para manter o fluxo de caixa do crime, o grupo inflava os contratos. De acordo com os promotores, somente em 2023, um aditivo deu um acréscimo ilegal de R$ 58 milhões para a Engeconsult.

Os envolvidos responderão judicialmente pelos crimes de organização criminosa, corrupção passiva, fraude em licitações e lavagem de dinheiro. O processo segue em andamento enquanto a polícia busca localizar o diretor foragido. (Com informações da TV Globo, g1 Rio e Tempo Real)

Sair da versão mobile