O avanço do emprego, que atingiu o recorde, e a expansão do Minha Casa, Minha Vida sustentaram o consumo interno
Por Misto Brasil – DF
O mercado da construção civil respira aliviado com a alta de 2,3% nas vendas de cimento no Brasil, que totalizaram 32,9 milhões de toneladas no primeiro semestre de 2026.
Impulsionado pelo desemprego em queda histórica e pelo avanço do programa Minha Casa, Minha Vida, o setor registrou forte aceleração em junho, com 5,8 milhões de toneladas comercializadas — um salto de 7,7% em relação ao ano passado, segundo dados divulgados pelo Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC).
O avanço do emprego, que atingiu o recorde de 102,7 milhões de pessoas ocupadas, e a expansão do Minha Casa, Minha Vida para a classe média (Faixa 4) sustentaram o consumo interno.
Além disso, a infraestrutura gerou novos canais de demanda por meio da expansão de rodovias em pavimento rígido de concreto, tecnologia adotada pelo Ministério dos Transportes para reduzir as emissões de carbono.
Contudo, a indústria cimenteira ligou o sinal de alerta para o segundo semestre devido ao avanço dos custos operacionais, à previsão da taxa Selic em 14% e ao impacto das plataformas de apostas online (“bets”) no orçamento familiar.
De acordo com o setor, as apostas drenaram bilhões que antes iam para reformas e autoconstrução.
Apesar das pressões financeiras, o Roadmap Net Zero 2050 segue avançando na agenda sustentável, com o coprocessamento de resíduos evitando a emissão de 2,8 milhões de toneladas de CO₂.
O presidente do conselho do SNIC, José Eduardo Ramos, observou que o cenário exige forte cautela com o crédito, mas confirmou que a perspectiva do setor é fechar o ano de 2026 com crescimento próximo a 2%.












