O dólar à vista encerrou as negociações a R$ 5,0809, com queda de 0,06%. No acumulado dos últimos cinco pregões, o saldo foi positivo
Por Misto Brasil – DF
O Ibovespa foi pressionado pelo alívio nos preços do petróleo e engatou a segunda forte queda consecutiva.
Nesta sexta-feira (24), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com queda de 1,52%, aos 174.041,95 pontos. Na semana, o IBOV teve valorização de 0,19%.
O dólar à vista encerrou as negociações a R$ 5,0809, com queda de 0,06%. No acumulado dos últimos cinco pregões, o saldo foi positivo, com recuo de 0,59%.
Por aqui, os investidores reagiram à nova tarifa de 12,5% sobre os produtos brasileiros importados nos EUA, que somou-se à sobretaxa de 25% que entrou em vigor na última quarta-feira (22).
Os preços do petróleo interromperam a sequência de altas nesta sexta-feira (24), em um movimento de realização de lucros após a forte valorização registrada nos últimos dias. Ainda assim, a commodity encerrou a semana com ganhos próximos de 10%, sustentada pelas preocupações com o conflito no Oriente Médio e seus possíveis impactos sobre a oferta global.
Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para setembro caiu 3,12%, encerrando o dia cotado a US$ 89,31 por barril.
Em Londres, na Intercontinental Exchange (ICE), o Brent para setembro recuou 3,88%, para US$ 96,78 o barril, enquanto o contrato mais líquido, de outubro, perdeu 2,74%, fechando a US$ 91,68.
Apesar do recuo diário, o WTI acumulou alta de 9,2% na semana, e o Brent avançou 9,85% no vencimento de setembro e cerca de 6% no contrato de outubro.
Desempenho das companhias
Foi uma semana difícil para Elon Musk. As ações da Tesla registraram sua maior queda semanal desde 2022, enquanto os papéis da SpaceX ampliaram as perdas antes de um novo teste da nave Starship.
Os papéis da Tesla caíram 18% na semana e encerraram a sexta-feira cotados a US$ 313,03 (cerca de R$ 1.602,71), no pior desempenho semanal desde 2022. Já as ações da SpaceX recuaram 7,2% nos últimos cinco dias, fechando a US$ 115,07 (R$ 589,16), o menor nível desde o IPO recorde da empresa no mês passado.
Em balanço divulgado nesta sexta-feira (24), a American Express informou crescimento de dois dígitos na receita e no lucro do segundo trimestre de 2026 e elevou sua projeção de expansão da receita para o ano.
A companhia manteve a estimativa para o lucro por ação, mesmo com o aumento dos investimentos em iniciativas de crescimento.
A receita líquida, já descontadas as despesas com juros, totalizou US$ 19,64 bilhões (R$ 99,95 bilhões), avanço de 10% na comparação anual. O lucro líquido atingiu US$ 3,11 bilhões (R$ 15,83 bilhões), alta de 8%, enquanto o lucro diluído por ação cresceu 11%, para US$ 4,53.
O Bank of America (BofA) anunciou que seu conselho de administração aprovou um aumento de 14% no dividendo trimestral em dinheiro pago aos acionistas detentores de ações ordinárias.
O valor passará de US$ 0,28 para US$ 0,32 por ação e será pago em 25 de setembro aos investidores com posição acionária em 4 de setembro. (Com o Times Brazil e MoneyTimes)
















