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Novo e velho, velho e novo na política

Eleições papel no chão Misto Brasília

A distribuição de santinhos nas campanhas eleitorais suja as cidades/Arquivo/Agência Senado

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Os jovens no Brasil estão despolitizados, e os muitos jovens sinalizam que não querem votar para presidente

Por Genésio Araújo Júnior – DF

 Gostaria de falar hoje sobre o movimento dos baratas na Índia, que anima a democracia mais populosa do mundo em tempos de jovens tão despolitizados.

Mas estamos em tempo de convenções partidárias no Brasil. No sábado, o senador Flávio Bolsonaro, o vice-líder nas pesquisas, é lançado candidato à presidência.

Ouça o comentário do articulista do Misto Brasil logo abaixo

Leia – sucessão presidencial: estabilidade provisória no horizonte

E no lugar de vermos um sem número de líderes partidários, o saldão, temos como destaque a fala de líderes internacionais, como Javier Milet e Benjamin Netanyahu, ou a imagem, em IA, de Jair Bolsonaro.

No domingo, o ex-governador Ronaldo Caiado, que tem mais prefeitos e governadores no Brasil, se lança à presidência, dizendo que é o galo no terreiro.

Mas ninguém é obrigado, e nem vai ser punido, se não votar nele.

Flávio Bolsonaro é o novo que é velho, e Ronaldo Caiado é o velho que é novo. Ambos querem vencer o velho que é velho.

Os jovens no Brasil estão despolitizados, e os muitos jovens sinalizam que não querem votar para presidente.

Os jovens do Brasil, sem o ânimo dos jovens da Índia, já devem ter descoberto. Perguntando a Iá, que nenhum desses vai mudar suas vidas.

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