Pesquisa BTG/Nexus aponta que no primeiro turno, o presidente Lula da Silva (PT) oscilou positivamente dois pontos
Por André César – SP
Por ora, o quadro da disputa pelo Planalto segue estável. A mais recente pesquisa BTG/Nexus, divulgada na manhã dessa segunda-feira, 27 de julho, não apresenta novidades no desempenho dos principais postulantes. Tudo como dantes.
Aos números. No primeiro turno, o presidente Lula da Silva (PT) oscilou positivamente dois pontos, passando de 40% para 42% das intenções de voto. Já seu principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL), perdeu um ponto e foi de 34% para 33%.
No chamado pelotão de baixo, mais do mesmo. Ronaldo Caiado passou de 5% para 6%, Renan Santos (Missão) de 4% para 5% e Romeu Zema (Novo) de 4% para 3%. Nenhum dos três, até o momento, consegue ganhar tração e seguem distantes dos dois dígitos.
Na simulação de segundo turno, Lula da Silva manteve os mesmos 47% do levantamento anterior, enquanto Flávio foi de 44% para 42%.
Chamam a atenção, aqui, os desempenhos de Caiado e Zema. O primeiro teria 43%, contra 45% do titular do Planalto. O ex-governador mineiro, por sua vez, aparece com 42% contra 46% do petista. Empate técnico em ambos os casos.
Cabem aqui algumas observações. Em primeiro lugar, o candidato do PL enfrenta um período de turbulência – briga pública com a ex-primeira dama Michelle Bolsonaro (PL), dificuldades para encontrar um vice na chapa e a declaração de neutralidade de partidos que, em tese, o apoiariam (União Brasil, PP, Republicanos). Flávio Bolsonaro seguirá competitivo ao longo da campanha?
Já Caiado tenta se mostrar como uma alternativa tanto a Lula da Silva quanto a Flávio e seu discurso na convenção partidária do último domingo mostrou claramente essa estratégia – atacar simultaneamente os dois líderes do primeiro turno. As próximas semanas indicarão se logrará êxito.
Por fim, Renan Santos e Zema tentam ganhar um lugar ao sol, mas até agora não empolgaram o eleitorado. Mudanças de rota podem ser necessárias nas duas campanhas.
A campanha apenas começa e, a partir de agora, o eleitor médio prestará mais atenção aos candidatos. Até outubro, muita água correrá nesse jogo.


















