A IA do ex-presidente diz estar “preso e calado por uma decisão arbitrária” e pede que os apoiadores estejam “de braços abertos”
Por Misto Brasil – DF
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) declarou nesta quarta-feira (29), ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que não autorizou a utilização de sua imagem e voz em um vídeo de inteligência artificial exibido na convenção do Partido Liberal (PL), em São Paulo, no último sábado (25).
Conforme publicado pelo jornal O Globo, a defesa de Jair afirma que o ex-presidente não teria como dar essa autorização aos organizadores do evento devido às medidas cautelares impostas por Moraes para a liberação da prisão domiciliar.
Na gravação, exibida durante o evento de lançamento da campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência, a IA de Bolsonaro diz estar “preso e calado por uma decisão arbitrária” e pede que os apoiadores estejam “de braços abertos” para o filho.
Na noite da última terça-feira (28), Moraes solicitou à defesa de Jair que explicasse se o ex-presidente tinha conhecimento da utilização de sua imagem e voz no vídeo gerado por inteligência artificial.
O ministro citou na decisão possível descumprimento das medidas impostas na prisão domiciliar.
Segundo entendimento do Supremo, com a negativa da defesa de Jair, a conduta de Flávio pode ser tipificada como deepfake, prática proibida pela legislação eleitoral.
No domingo (26), o Partido dos Trabalhadores (PT) acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra Flávio e o PL por uso irregular de inteligência artificial e propaganda eleitoral antecipada.

















