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PF cumpre mandados em operação contra fraude em combustível

Policiais caracterizados participam de operação contra a corrupção/Arquivo/Inst Brasi de Segurança

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Ricardo Magro, dono da Refit, teve a prisão preventiva decretada. O ex-governador do RJ, Cláudio Castro é alvo da operação.

Por Misto Brasil – DF

A Polícia Federal deflagrou a Operação Sem Refino por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A ação investiga esquema de sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e corrupção no setor de combustíveis no Rio de Janeiro.

O empresário Ricardo Magro, dono da Refit, teve a prisão preventiva decretada. Por residir nos Estados Unidos, seu nome foi incluído na lista da Interpol. O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, foi alvo de busca e apreensão.

A investigação aponta o favorecimento do grupo empresarial por meio de normas estaduais e decisões administrativas.

Entre as medidas investigadas está a aprovação da Lei Complementar 225/2025, que concedeu descontos de até 95% em dívidas tributárias.

O prejuízo estimado aos cofres públicos supera R$ 26 bilhões em débitos acumulados. As medidas cautelares atingiram também agentes públicos e integrantes do Judiciário fluminense, incluindo o afastamento de funções públicas.

Durante as diligências na PET 16028, a Polícia Federal apreendeu mais de R$ 1,1 milhão em moedas estrangeiras, armas sem registro e veículos. As apurações prosseguem sob sigilo no STF.

Ex-governador Cláudio Castro RJ Misto Brasil
Ex-governador Cláudio Castro está sendo investigado em duas operações da PF/Arquivo

Resumo da operação policial

Principais alvos e medidas determinadas

O esquema investiga

  1. Benefícios Fiscais e Normas Direcionadas: A criação da chamada “Lei Ricardo Magro” (Lei Complementar 225/2025) para parcelamento de dívidas tributárias estaduais com abatimentos expressivos de até 95%, beneficiando diretamente a refinaria.

  2. Dívidas Bilionárias: O grupo econômico sob investigação acumula débitos tributários e prejuízos aos cofres públicos estimados em mais de R$ 26 bilhões.

  3. Infiltração e Favorecimento: Intervenções de órgãos e autoridades estaduais para reverter interdições de fiscalizações federais (como da ANP) e barrar apreensões de combustíveis da empresa.

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