Senado aprova lei de minerais críticos para a indústria

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Vista parcial da cidade de Jequié onde há uma concentração de terras raras/Arquivo/Prefeitura
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O Senado também aprovou na noite um projeto de lei que aumenta as penas para furto e roubo de petróleo, gás natural.

Por Misto Brasil – DF

O Senado aprovou o projeto de lei que institui a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos para incentivar a industrialização de insumos da alta tecnologia no Brasil.

O texto busca transicionar o papel do país de exportador de matéria-prima para processador de componentes usados em fertilizantes, smartphones e baterias.

  • Fundo garantidor: Criação de fundo público de até R$ 2 bilhões, alimentado por orçamento e faturamento das mineradoras, para viabilizar projetos como o de potássio.

  • Incentivo fiscal: Concessão de R$ 5 bilhões em créditos tributários durante cinco anos para indústrias que beneficiem os minérios no território nacional.

  • Mineração urbana: Regulamentação do reuso de elementos estratégicos descartados em eletrônicos, baterias velhas, veículos e rejeitos de obras.

  • Conselho e pesquisa: Criação do Conselho Nacional para a Industrialização e de uma rede de capacitação técnica no setor mineral.

  • Sanção final: A proposta foi encaminhada para a análise e sanção do presidente da República.

Furto e roubo de combustíveis

O Senado tambem aprovou na noite desta quarta-feira (02) um projeto de lei que aumenta as penas para furto e roubo de petróleo, gás natural e outros combustíveis.

O texto teve voto favorável do relator, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), e agora segue para sanção da Presidência da República.

O PL 1.482/2019, do deputado Juninho do Pneu (PSDB-RJ), trata de petróleo e derivados, gás natural, combustíveis líquidos e biocombustíveis, além de óleos lubrificantes retirados de locais de produção, armazenamento ou transporte, incluindo dutos e unidades de transporte em qualquer modal.

O texto define novos crimes relacionados à aquisição e comercialização desses produtos, quando obtidos de forma ilegal.

Para o furto de combustíveis, o projeto prevê pena de 4 a 10 anos de reclusão e multa.

A punição pode aumentar em um terço em situações como rompimento de obstáculos, participação de duas ou mais pessoas ou envolvimento de ocupante de cargo, emprego ou função pública.

O aumento pode chegar a dois terços quando o crime provocar, entre outras consequências, desabastecimento, incêndio, poluição, lesão corporal grave ou morte, conforme a Agência Senado.

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