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Carmen Lúcia: voto decisivo na crise do Supremo

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Ministro Cármen Lúcia durante sessão no plenário do Supremo Tribunal/Roberto Castello/STF

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A ministra afirma que decidirá “exclusivamente com base nos autos”, cuja íntegra ainda não acessou, segundo ela.

Por Misto Brasil – DF

A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia tornou-se peça central da crise que envolve seus colegas de corte, Alexandre de Moraes e André Mendonça.

Segundo a mídia brasileira, ela avalia que ambos cometeram erros nas decisões que levaram o tribunal ao ápice de uma disputa institucional inédita e, segundo auxiliares, ainda não definiu qual dos dois receberá seu voto.

A ministra afirma que decidirá “exclusivamente com base nos autos”, cuja íntegra ainda não acessou, conforme anotou a Agência Sputnik.

De acordo com um jornal de grande circulação no país, a disputa pelo voto de Cármen é vista como decisiva para o equilíbrio interno do Supremo.

O plenário analisará se Mendonça extrapolou limites ao conduzir apurações sobre o Banco Master e o INSS, que resultaram em relatório da Polícia Federal (PF) citando Moraes como interlocutor do ex‑banqueiro Daniel Vorcaro.

Ao mesmo tempo, avaliará se Moraes agiu de forma regular ao usar o inquérito das fake news para pedir investigação contra Mendonça por abuso de autoridade e improbidade.

Antes do contra-ataque de Moraes, a apuração afirma que Cármen telefonou ao colega demonstrando solidariedade pela exposição pública após Mendonça retirar o sigilo do relatório da PF. Moraes interpretou o gesto como aceno, mas a ministra não lhe garantiu apoio.

O movimento seguinte — o uso do inquérito das fake news para reagir — causou perplexidade em Cármen, que relatou a pessoas próximas sua preocupação com o nível de erosão interna do tribunal.

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