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PCDF combate fraude fiscal e bloqueia R$ 56,8 mi em bens

Polícia Civil do DF PCDF policiais operação Misto Brasil

Policiais civis do Distrito Federal durante uma operação policial/Arquivo/Divulgação

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O esquema utilizava empresas fictícias e de fachada para emissão de notas fiscais fraudulentas, gerando créditos tributários ilegais.

Por Misto Brasil – DF

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, nesta quinta-feira (10), a Operação Circuito dos Metais para desarticular um esquema milionário de fraude tributária e lavagem de dinheiro.

A ação é conduzida pela Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Ordem Tributária (DOT/Decor) e cumpre 11 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Bahia e Espírito Santo.

A Justiça deferiu o sequestro e o bloqueio de bens e valores do grupo criminoso até o montante de R$ 56.805.140,55.

Entre os bens alvo de restrição estão um imóvel, seis veículos de luxo e uma aeronave avaliada em cerca de R$ 8 milhões, além do bloqueio de contas bancárias e investimentos financeiros.

Segundo as investigações, o esquema utilizava empresas fictícias e de fachada para emissão de notas fiscais fraudulentas, gerando créditos tributários ilegais e ocultando os reais beneficiários dos recursos. Em apenas 20 dias, uma única empresa fantasma criada no DF emitiu 49 notas fiscais que somaram mais de R$ 7 milhões para uma firma paulista.

O aprofundamento das análises fiscais revelou que a destinatária em SP movimentou mais de R$ 108 milhões entre 2020 e 2024.

O dinheiro circulava por uma rede de pessoas jurídicas de fachada — incluindo holdings, locadoras de veículos e lojas de roupas — sem funcionários cadastrados e com endereços coincidentes.

Os recursos ilícitos eram repassados para pessoas físicas e jurídicas ligadas ao grupo para financiar a compra de bens de alto valor.

Os investigados podem responder por organização criminosa, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e crimes contra a ordem tributária, com penas que somadas chegam a 23 anos de reclusão.

E você, o que acha dessa medida? Deixe sua opinião nos comentários abaixo.

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