A decisão atinge a investigação conduzida pelo ministro sobre o possível uso irregular de recursos públicos, como emendas parlamentares.
Por Misto Brasil – DF
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou o sigilo de todo o material compartilhado pela Polícia Civil de São Paulo com uma das investigações sobre o filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
O acervo reúne cerca de 5 mil páginas, conforme divulgou o Times Brasil.
A decisão atinge a investigação conduzida por Dino sobre o possível uso irregular de recursos públicos, como emendas parlamentares e verbas ligadas à Prefeitura de São Paulo, em empresas relacionadas à produtora Go Up Entertainment.
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O caso é diferente de outra investigação sobre “Dark Horse”, relatada pelo ministro André Mendonça. Essa segunda frente apura o financiamento privado do filme por Daniel Vorcaro e o Banco Master, além da participação de Flávio Bolsonaro nas negociações.
Dino também determinou que todo o material bruto apreendido pela Polícia Civil paulista, inclusive celulares, seja enviado à Polícia Federal.
O ministro ainda autorizou os investigadores a acessar relatórios de inteligência financeira solicitados pela polícia de São Paulo desde maio e que, segundo a decisão, ainda não haviam sido disponibilizados.
As suspeitas sobre a produção do filme deram origem a duas frentes diferentes no STF.
A investigação relatada por André Mendonça está ligada ao caso Banco Master. Ela apura a origem e o destino de recursos negociados entre Daniel Vorcaro e Flávio Bolsonaro para financiar “Dark Horse”.
Documentos dessa apuração apontam que o acordo para a produção previa até US$ 24 milhões. A investigação também analisa contatos entre Flávio e Vorcaro sobre a captação de recursos para o projeto.
A frente sob responsabilidade de Flávio Dino trata de recursos públicos. Ela apura suspeitas envolvendo emendas parlamentares, contratos com a Prefeitura de São Paulo e empresas relacionadas à Go Up Entertainment, produtora responsável pelo filme.
É nessa segunda investigação que se insere a decisão deste domingo de liberar as cerca de 5.000 páginas enviadas pela Polícia Civil de São Paulo.
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