A tensão aumentou após cobranças a André Mendonça, para a liberação integral do acervo colhido pela Polícia Federal.
Por Misto Brasil – DF
A crise interna no Supremo Tribunal Federal (STF) atingiu o auge com a confirmação, pelo presidente da Corte, Edson Fachin, da sessão marcada para a próxima terça-feira (15).
O julgamento avaliará os indícios de interlocução atípica entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, ignorando apelos de diferentes alas do tribunal pelo adiamento da pauta.
Leia – PF investiga sete fundos com aplicações no Master
Leia – As três grandes suspeitas: Toffoli, Moraes e Flávio
Impasse no acesso às provas e divergências:
-
Ofícios e desconfiança: A tensão aumentou após cobranças a André Mendonça, relator das investigações do Banco Master, para a liberação integral do acervo colhido pela Polícia Federal.
-
Liberado em partes: Mendonça disponibilizou apenas parte dos documentos sob a justificativa de preservação do inquérito, gerando queixas da ala aliada a Moraes sobre divulgação seletiva.
-
Tensão eleitoral: Magistrados dispostos a votar pela abertura de apuração e aliados de Moraes defenderam adiar a análise para novembro, temendo impactos no ambiente político às vésperas do pleito.
Manobras de plenário e bastidores:
-
Articulação por vista: A ala próxima a Moraes estuda apresentar pedido de vista logo na abertura da sessão para suspender imediatamente os debates.
-
Risco de confronto: Ministros alinhados a Mendonça admitem antecipar seus votos antes de eventual interrupção, o que pode deflagrar bate-boca em plenário.
Conforme publicado pelo portal Misto Brasil, o Supremo já vinha em clima de forte exposição institucional após o compartilhamento de 25 GB de dados sobre o caso Banco Master e a decisão recente de Fachin ao fatiar julgamentos correlatos. A
manutenção da data por Fachin consolida um dos momentos mais delicados do Judiciário em Brasília.
E você, o que acha dessa notícia? Deixe sua opinião nos comentários abaixo.
