O calote acumulado por empregadores soma R$ 79 bilhões, divididos entre R$ 12,6 bilhões em notificações recentes da Caixa
Por Misto Brasil – DF
O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) chega aos seus 60 anos como a principal rede de proteção social do país, somando R$ 3,88 trilhões injetados na economia nos últimos 30 anos.
A data é marcada pelo alerta sobre a inadimplência de empresas, que já acumula dezenas de bilhões de reais não depositados nas contas dos trabalhadores.
Balanço e vocação social do FGTS:
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Total injetado: Entre 1997 e 2026, foram 1,88 bilhão de saques sob a gestão da Caixa Econômica Federal.
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Destinação dos recursos: 59% dos valores ampararam demissões sem justa causa, 14,3% financiaram a casa própria e 11,8% foram sacados na aposentadoria.
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Histórico estendido: Mário Avelino, presidente do Instituto Fundo de Garantia do Trabalhador (IFGT), estima que outros R$ 1 trilhão circularam na economia nos 30 anos iniciais sob gestão do BNH (1967-1996).
O impacto da inadimplência:
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Rombo bilionário: O calote acumulado por empregadores soma R$ 79 bilhões, divididos entre R$ 12,6 bilhões em notificações recentes da Caixa e R$ 66 bilhões inscritos na Dívida Ativa da União sob gestão da PGFN.
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Trabalhadores afetados: A dívida prejudica cerca de 50 milhões de pessoas; a inadimplência notificada cresceu 26% em valor nos últimos 11 meses.
Auditoria gratuita via tecnologia: Para combater o problema, o IFGT e a empresa FGND lançaram uma plataforma automatizada.
A ferramenta permite ao trabalhador anexar o extrato em PDF gerado no app da Caixa para identificar meses sem depósito e calcular gratuitamente os valores devidos.
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