O maior obstáculo para os potenciais colonizadores são as reservas de gelo existentes na Lua, que são insuficientes.
Por Misto Brasil – DF
A ficção científica há muito nos apresenta representações de humanos vivendo na Lua. Nos últimos anos, com o avanço tecnológico em ritmo acelerado, empreendedores espaciais começaram a elaborar planos para tornar isso realidade.
No entanto, um novo estudo publicado esta semana pelo Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica (CfA) trouxe um choque de realidade, constatando que o maior obstáculo para os potenciais colonizadores são as reservas de gelo existentes na Lua, que são insuficientes para sustentar uma cidade lunar.
O estudo, intitulado “Não Existem Cidades na Lua”, analisou quanta energia e água uma grande população consumiria na Lua, por quanto tempo uma cidade de 100 mil ou um milhão de pessoas poderia sobreviver lá e quão sustentável seria a manutenção de uma cidade lunar.
Os resultados da pesquisa foram publicados na revista internacional Frontiers in Space Technology, informou a Euronews.
O estudo surge após diversas missões de exploração lunar e análises realizadas no início deste ano que mapearam com maior precisão a superfície lunar, bem como a localização e a quantidade de água presente, reacendendo as especulações sobre a capacidade da humanidade de se estabelecer por lá.
Os cientistas já sabiam há muito tempo da presença de depósitos de água na Lua, e as análises mais recentes confirmaram que essas reservas estão armazenadas em crateras sombreadas — depressões profundas que nunca recebem a luz do sol.
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