E antes das negociações, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro pensava em acionar na justiça a autoridade monetária.
Por Misto Brasil – DF
O Banco Central já apontava problemas no Banco Master e discutia o futuro da instituição quando Daniel Vorcaro falou com o seu advogado sobre entrar na Justiça contra a autoridade monetária.
As conversas ocorreram em julho de 2025, durante a análise da venda do Master ao BRB.
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Os diálogos fazem parte de mensagens extraídas do celular de Vorcaro por investigadores. O material mostra que o banqueiro também pediu que o advogado avisasse o “presidente” sobre a ofensiva jurídica, sem identificar a quem se referia.
As mensagens foram reveladas nesta quinta-feira (24) pela coluna de Malu Gaspar, em O Globo.
Em 17 de julho de 2025, Vorcaro escreveu que seria necessário entrar na Justiça contra o Banco Central. Na sequência, reclamou de Gabriel Galípolo e afirmou que o presidente da autoridade monetária havia apresentado novos questionamentos relacionados à operação do Master.
Segundo os diálogos, o advogado respondeu que pretendia começar por uma notificação. Vorcaro concordou e escreveu: “Avise presidente amanhã e vamos pra guerra”.
Naquele momento, o Banco Central analisava a aquisição do Master pelo BRB, operação que seria rejeitada pela autoridade monetária em setembro de 2025.
Dois dias antes da conversa entre os dois, o Banco Central havia comunicado ao Ministério Público Federal no Distrito Federal (MPF-DF) a identificação de operações consideradas irregulares envolvendo o Master e o BRB.
Segundo o documento citado na apuração, o BC informou ter constatado, no primeiro semestre de 2025, a cessão ao BRB de créditos que seriam inexistentes e haviam sido adquiridos pelo Master de uma terceira empresa.
A autoridade monetária apontou indícios de crimes contra o sistema financeiro.
Nesse período, uma possível intervenção no Master já era discutida dentro do Banco Central. Havia divergências internas sobre o caminho a ser adotado enquanto a venda ao BRB permanecia sob análise.
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