A ação cumpre mandados contra executivos do mercado financeiro e empresários suspeitos de operar a ocultação de ativos.
Por Misto Brasil – DF
A Polícia Federal, a Receita Federal, Receita Federal e o Ministério Público deflagraram a terceira fase da Operação Carbono Oculto para desarticular um esquema de lavagem de dinheiro financiado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC).
A ação cumpre mandados contra executivos do mercado financeiro e empresários suspeitos de operar a ocultação de ativos por meio do setor de combustíveis, atingindo a Distribuidora Serrana e alvos ligados a Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”.
Infiltração no mercado financeiro
A nova etapa da investigação detalha como o capital do crime organizado migrou de refinarias e postos de combustíveis para o ecossistema bancário e de investimentos:
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Mecanismo de ocultação: A rede utilizava distribuidoras, fundos de investimento e fintechs com contabilidade paralela para circular bilhões de reais ilícitos sem rastreabilidade pelas autoridades reguladoras.
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Operação integrada: O grupo contava com “contas bolsões” e empresas de fachada para movimentar recursos em tempo recorde e garantir o branqueamento de capital para as lideranças da facção.
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Desdobramentos judiciais: Os alvos respondem por lavagem de dinheiro, crimes contra o sistema financeiro e organização criminosa, ampliando os bloqueios de bens previstos nas fases anteriores.
Nomes que estão sendo investigados
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Roberto Augusto Leme da Silva (“Beto Louco”): Apontado pelas investigações como um dos principais operadores e chefes do esquema de lavagem de dinheiro no setor de combustíveis ligado ao PCC.
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Mohamad Hussein Mourad: Empresário denunciado ao lado de Beto Louco sob acusação de comandar a estrutura de sonegação fiscal, fraudes em combustíveis e ocultação de bens.
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Distribuidora Serrana: Empresa do segmento de combustíveis apontada como uma das bases operacionais para a circulação dos recursos do esquema.
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BFL Administração de Recursos: Gestora de fundos de investimento citada em etapas das apurações por atuação no ecossistema do mercado financeiro.
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Fundos e Fintechs do Setor Financeiro: Entidades e instituições sediadas no ecossistema da Faria Lima (como o FIDC Gold Style e administradoras de ativos) utilizadas para a criação de “contas bolsões” e para o branqueamento de capitais.
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