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Justiça manda jornal retirar matérias e indenizar empresária no DF

Tribunal de Justiça do Distrito Federal prédio Misto Brasil

Detalhe do prédio principal do Tribunal de Justiça do DF/Arquivo/Divulgação

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As publicações atribuíam à sócia da Conquista Revalide e representante da Christian Business School, condutas ilícitas como sabotagem.

Por Misto Brasília – DF

A 1ª Vara Cível de Águas Claras condenou o responsável pelo Jornal Planeta, Italu Bruno Colares de Oliveira, a apagar oito reportagens contra a empresária Ana Paula Teixeira da Silva e a pagar R$ 30 mil por danos morais.

A decisão do juiz Luciano dos Santos Mendes estabeleceu prazo de cinco dias para a remoção dos conteúdos sob pena de multa diária de R$ 1 mil.

O magistrado entendeu que o veículo extrapolou a liberdade de imprensa ao veicular acusações graves sem a devida comprovação documental e por expor detalhes da vida privada da autora.

As publicações atribuíam à empresária, sócia da Conquista Revalide e representante da Christian Business School, condutas ilícitas como sabotagem de universidades concorrentes, irregularidades nos Estados Unidos, ameaças e tráfico de influência.

Em sua defesa, o réu argumentou não ter assinado os textos e alegou exercer direito de crítica. O tribunal rejeitou as teses ressaltando que o portal não possui personalidade jurídica própria, cabendo a responsabilidade ao seu proprietário e editor-chefe.

Na sentença, o magistrado destacou que a liberdade de expressão deve conviver em equilíbrio com a proteção à honra e à imagem. Ele apontou que a divulgação de suspeitas graves exige dever de apuração, pertinência com o interesse público e contraditório, critérios que não foram observados nas reportagens analisadas.

O pedido da autora para proibir preventivamente qualquer matéria futura sobre seu nome foi negado para evitar censura prévia, limitando a ordem judicial à exclusão das matérias citadas e à proibição de republicação das mesmas ofensas.

Além da indenização financeira, calculada com base na gravidade do caso e no alcance do site, foi fixada multa de R$ 5 mil para eventuais reiterações do conteúdo ilícito.

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