No Brasil, foram confirmados 52 casos importados em 2026 — concentrados em São Paulo (41), Amazonas (10) e Rio de Janeiro (1).
Por Misto Brasil – DF
O Ministério da Saúde intensificou o alerta sanitário e as ações de vigilância epidemiológica após o avanço global do sarampo e o registro do maior surto da doença nos Estados Unidos nos últimos 35 anos.
No Brasil, foram confirmados 52 casos importados em 2026 — concentrados em São Paulo (41), Amazonas (10) e Rio de Janeiro (1) —, disparando procedimentos de busca ativa e bloqueio vacinal para impedir a reintrodução da circulação sustentada do vírus no território nacional.
Estratégias de controle e índices de imunização
As medidas preventivas focam na manutenção do status de país livre do sarampo, reconquistado junto à Opas em 2024:
Surtos externos: EUA, Guatemala, México, Peru e Canadá respondem por mais de 95% dos registros das Américas em 2026, predominantemente em jovens não vacinados com até 19 anos.
Bloqueio e dose zero: Além de mobilizações com a aplicação de mais de 4 milhões de doses em SP e no AM, foi adotada a “dose zero” para bebês de 6 a 11 meses em áreas prioritárias e na tríplice fronteira.
Aumento da cobertura: A primeira dose da tríplice viral (SCR) alcançou 93,10% de cobertura nacional em 2025 (94,39% em SP e 89,54% no AM), reforçando a proteção comunitária pelo SUS.
Queda no déficit vacinal: Dados da OMS/Unicef mostram que o número de crianças brasileiras sem nenhuma dose caiu 86% entre 2023 e 2025, reduzindo a população suscetível ao vírus.
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