Ícone do site Misto Brasil

Apostas dos dois candidatos no segundo turno presidencial

Flávio Bolsonaro e Lula da Silva eleições Misto Brasil

Flávio e Lula da Silva disputam o segundo turno das eleições presidenciais/Arquivo/Montagem

Compartilhe:

Até 25 de outubro, algumas pautas dos programas de governos de cada candidatura devem dominar os discursos de Lula e Bolsonaro.

Por Misto Brasil – DF

A uma semana do segundo turno, os candidatos Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) tentam pautar a acirrada disputa, em que a diferença entre o senador (47,03%) e o atual presidente (45,16%) é de 1,87 ponto percentual, a menor diferença da história eleitoral brasileira.

Até 25 de outubro, algumas pautas dos programas de governos de cada candidatura devem dominar os discursos de Lula e Bolsonaro. Levantamento é da Agência Sputnik.

Lula da Silva (PT)

Redução da jornada de trabalho

Bandeira do presidente já no primeiro turno, o presidente defende o fim da escala 6×1 e a redução da jornada semanal sem corte salarial, tema que ganhou espaço no debate eleitoral sobre direitos trabalhistas e qualidade de vida.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais (PEC 221/2019) tramita no Senado Federal, desde 6 de outubro, após ser aprovada pela Câmara dos Deputados.

Flávio Bolsonaro é contra a proposta e apoia a PEC 12/2026, do senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador de sua campanha, que cria um regime de pagamento por hora trabalhada. Na campanha, o senador propõe “jornada flexível” e “liberdade a quem trabalha”.

Combate à fome e proteção social

A campanha destaca a manutenção e o fortalecimento de programas sociais, como o Bolsa Família, além de políticas voltadas à redução da pobreza e à melhoria das condições de vida da população.

A campanha do rival também afirma que vai preservar benefícios como Bolsa Família, Minha Casa, Minha Vida e Farmácia Popular, porém afirmando que haverá maior fiscalização e incentivo à inserção no mercado de trabalho.

Investimentos em infraestrutura e geração de empregos

Lula aposta na continuidade de investimentos em infraestrutura, indústria e habitação, com iniciativas como o Novo PAC e o Minha Casa, Minha Vida para estimular a atividade econômica.
A ampliação do acesso aos serviços do SUS, a redução das filas de atendimento e o fortalecimento de programas de assistência e distribuição de medicamentos integram as propostas para a área.
O candidato também defende maior atuação estatal via concessão de crédito por fundos públicos e direcionamento de compras governamentais para apoiar micro e pequenas empresas.

Energia e Transição Energética

A campanha do atual presidente para a reeleição, associa a agenda de transição climática ao planejamento do Estado, utilizando investimentos públicos e o papel da Petrobras como motores do desenvolvimento tecnológico.

Flávio defende a redução de subsídios e encargos no setor elétrico para baratear os custos produtivos, alinhando a disponibilidade de fontes renováveis à atração de empreendimentos privados globais.

Flávio Bolsonaro (PL)

Redução de gastos públicos e impostos

O senador defende cortes de despesas administrativas, redução do número de ministérios e mudanças tributárias. Diferente da proposta do adversário petista, ele defende a desregulamentação do mercado, redução de encargos e impostos, simplificação de regras para atrair novos negócios.

Penas mais rigorosas no combate ao crime

A segurança pública ocupa posição central nas propostas de Flávio Bolsonaro, que incluem penas mais rigorosas para criminosos, redução da maioridade penal e construção de presídios de segurança máxima. Uma de suas principais bandeiras é a classificação de facções criminosas como organizações narcoterroristas.

A campanha de Lula foca no enfrentamento ao crime organizado por meio da asfixia financeira das facções, com forte investimento em inteligência policial e o fortalecimento da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal. Defende também a ampliação do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) e o controle rigoroso de armas.

Fim da reeleição para o Executivo

Neste segundo turno, Flávio Bolsonaro declarou que tentará aprovar uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) para acabar com a reeleição no Executivo e aumentar o mandato presidencial de quatro para cinco anos.

O texto original da Constituição de 1988 previa mandato de cinco anos para o Executivo federal sem direito à reeleição, mas em 1994, quando Fernando Henrique Cardoso era presidente, o Congresso aprovou uma PEC que mudou de cinco para quatro anos o mandato presidencial com possibilidade de reeleição, como é atualmente.

Mudanças no sistema político e no Judiciário

O candidato também propõe alterações institucionais que dependeriam de aprovação legislativa e, conforme o caso, de alteração constitucional, como limites a decisões individuais de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Sair da versão mobile