Brasil lidera 71% dos novos data centers na América Latina

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Detalhe do data center da Engemon, empresa que trabalha com tecnologia/Divulgação
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A aceleração da transformação digital e a demanda por inteligência artificial convertem a infraestrutura de dados em um ativo estratégico.

Por Misto Brasil – DF

O Brasil consolida sua posição como o principal polo de infraestrutura digital da América Latina, concentrando 71% da capacidade de data centers em construção na região.

Segundo dados do relatório Latin America Data Center Report, elaborado pela JLL, o país responde também por 48% da capacidade instalada em operação na América Latina, impulsionado pelo avanço da nuvem e da inteligência artificial.

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A matriz elétrica baseada em fontes renováveis (hidrelétrica, eólica e solar) representa um diferencial competitivo para atração de investimentos globais. No entanto, o funcionamento de estruturas de missão crítica exige sistemas elétricos, climatização e automação integrados para evitar interrupções operacionais.

“Um data center precisa ser concebido como um ecossistema integrado. Sistemas elétricos, climatização, automação, conectividade, segurança e prevenção de incêndios devem funcionar de maneira coordenada”, analisa Marco Alberto Silva, CEO do Grupo Engemon.

O executivo acrescenta que a sinergia entre engenharia e tecnologia otimiza prazos e custos: “A integração entre engenharia, construção, tecnologia, operação e manutenção permite antecipar interferências, acelerar a implantação e entregar uma infraestrutura mais segura”.

  • Liderança regional: Concentração de quase metade das operações latino-americanas e expansão de 20% no inventário de colocation.

  • Vantagem energética: Matriz limpa e adoção de certificações como LEED e ISO atraem projetos focados em metas de descarbonização.

  • Gargalos estruturais: Desafios de conectividade, formação técnica e segurança regulatória ainda distanciam o país dos polos mundiais.

A evolução do setor dependerá da capacidade do mercado em converter abundância energética em capacidade computacional efetiva frente à concorrência internacional.

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