Relatos de que Lula da Silva anunciará tarifa zero no transporte de ônibus urbanos, em nível nacional, aumentou a cautela dos investidores.
Por Misto Brasil
O Ibovespa fechou o terceiro pregão consecutivo de perdas com os investidores mais cautelosos após pesquisas de intenção de votos mostrarem uma disputa mais acirrada entre Flávio Bolsonaro (PL), favorito do mercado, e o presidente Lula da Silva (PT).
O principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com queda de 1,06%, aos 204.324,26 pontos.
O dólar à vista encerrou as negociações a R$ 5,0868, com alta de 1,15%.
Na reta final do pregão, relatos de que Lula da Silva anunciará tarifa zero no transporte de ônibus urbanos aos finais de semana e feriados, em nível nacional, aumentou a cautela dos investidores com a perspectiva de que a medida possa aumentar as chances de reeleição do presidente.
Os operadores do mercado financeiro também ficaram à espera da pesquisa Datafolha, após levantamentos Quaest, BTG/Nexus e Broadcast/Indexa mostrarem uma redução da vantagem de Flávio Bolsonaro sobre o petista na eleição em segundo turno.
A Petrobras, cujas ações representam cerca de 13,5% do índice, foi pressionada pela cautela doméstica com sinais de saída de fluxo e recuo dos preços do petróleo Brent. PETR3 caiu 1,23% (R$ 64,22) e PETR4 recuou 1,29% (R$ 57,36).
Os contratos futuros do petróleo fecharam em direções opostas nesta quinta-feira, dia 15, em uma sessão marcada pela volatilidade e por movimentos distintos entre as duas principais referências da commodity.
Enquanto o Brent recuou 0,13%, com perda de US$ 0,14, e encerrou a US$ 105,92 por barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, o WTI avançou 3,03%, equivalente a US$ 2,88, para US$ 97,97 por barril na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex).
O comportamento dos preços refletiu a avaliação dos investidores sobre os riscos geopolíticos e as condições de oferta, além de ajustes de posições após a valorização registrada no dia anterior.
As tensões entre Rússia e Ucrânia e a escalada dos conflitos no Oriente Médio dividiram a atenção do mercado com a recuperação parcial do fornecimento de petróleo do Golfo Pérsico, os dados dos estoques norte-americanos e a liberação de reservas estratégicas. (Com o Times Brasil e MoneyTimes)
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