Para manter a operação ativa, empresários terão de assumir o balcão, contratar mão de obra temporária ou elevar os preços finais.
Por Misto Brasil
O fim da escala 6×1 pode forçar pequenos estabelecimentos comerciais a reduzirem o horário de atendimento ou a fechar as portas nos fins de semana e feriados.
A avaliação é da Confederação Nacional de Jovens Empresários (Conaje), que alerta para a falta de margem financeira de micro e pequenas empresas para reorganizar turnos ou absorver novas contratações sem repassar os custos ao consumidor final.
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A entidade apoia o ganho de qualidade de vida dos trabalhadores, mas demonstra apreensão quanto à sustentabilidade operacional desses estabelecimentos.
O alerta ocorre após o Senado aprovar a PEC 221/2019, que garante dois dias de descanso semanal e reduz a jornada para 40 horas sem corte salarial.
Impactos operacionais e calendário de transição da proposta
A adequação à nova legislação trará desafios imediatos para o comércio de bairro:
Prazos de aplicação: 60 dias após a promulgação da emenda, a jornada cai de 44 para 42 horas; após 12 meses, passa a ser de 40 horas semanais.
Aumento de custos: Para manter a operação ativa, empresários terão de assumir o balcão, contratar mão de obra temporária ou elevar os preços finais.
Pico de vendas: A primeira etapa da mudança pode entrar em vigor em dezembro, coincidindo com as contratações do comércio para as festas de fim de ano.
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