O alvo da operação, batizada de Linceu, é Humberto Fontoura Pradera, suspeito de ter facilitado acesso irregular a Willer Tomaz.
Por Misto Brasil
A Polícia Federal cumpriu um mandado de busca e apreensão em Brasília, nesta segunda-feira (19), no âmbito do inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) que investiga o advogado Willer Tomaz e Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, por lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo plataformas de apostas esportivas.
O alvo da operação, batizada de Linceu, é Humberto Fontoura Pradera, suspeito de ter facilitado acesso irregular a Willer Tomaz a processos no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Pradera é ex-servidor do STJ.
O mandado da PF foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, que é relator do inquérito. Segundo as investigações, Pradera teria vazado minutas de decisões do STJ a Willer Tomaz, que é amigo de Flávio Bolsonaro. Pradera era secretário de Tecnologia da Informação e Comunicação da corte, mas foi exonerado na semana passada.
As apurações da PF, segundo o jornal Estado de São Paulo, apontam indícios de proximidade financeira entre Flávio e Willer. Entre os elementos reunidos está um e-mail que relaciona o senador à conta de uma empresa administrada pelo advogado. Em maio de 2025, o banco recebeu um pedido para retirar o nome de Flávio do cadastro da conta.
Os investigadores também mapearam ao menos cinco viagens ao exterior feitas pelos dois ao longo de 2025. De acordo com documentos analisados pela PF, empresas associadas a Willer custearam, ao menos em parte, bilhetes aéreos usados por Flávio e integrantes da família Bolsonaro.
Flávio e Willer negam acusações. O senador pelo PL e candidato à Presidência afirmou que mantém apenas relação de amizade com o advogado e que tentativas de “insinuar regularidades” são “mera ilação, sem qualquer fundamento nos fatos”.
“Essas insinuações não surgem por acaso. Aparecem agora, em pleno período eleitoral, com um propósito único: espalhar Fake News”, completou Flávio Bolsonaro.
Já segundo Willer Tomaz, a divulgação do inquérito “trata-se do uso indevido do aparato policial com o claro propósito de requentar acusações infundadas e interferir no resultado das urnas”.
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