O banco Safra vê espaço para o principal índice da B3 subir 27,4%, chegando aos 260 mil pontos no ano que vem.
Por Misto Brasil
O Ibovespa até começou cambaleando, sem muita empolgação. Não era uma baixa profunda, era meio tímida.
No meio da tarde em diante, resolveu se posicionar no campo positivo até fechar com alta de 0,47%, aos 205.082,56 pontos, um ganho de 962,44 pontos, como se acenasse a um mesmo fim favorável às pretensões do mercado.
Mesmo com a alta de hoje, o Ibovespa resumiu esse sentimento de que “há esperança, mas é melhor ficar cauteloso”, já que a semana acabou mesmo negativa em 0,17%.
O real também pressentiu uma resposta positiva nas urnas e viu o dólar comercial cair 0,90%, a R$ 4,993. Os DIs (juros futuros) caíram por toda a curva.
O Safra atualizou as projeções para o Ibovespa ao final de 2027 nesta sexta-feira (23). O banco vê espaço para o principal índice da B3 subir 27,4%, chegando aos 260 mil pontos no ano que vem.
Em relatório divulgado nesta manhã, os analistas avaliam que, apesar dos desafios fiscais da economia brasileira, a desaceleração da atividade deve permitir cortes de juros adicionais.
Para o Safra, um cenário macroeconômico mais favorável, que implique ajustes fiscais mais profundos, juros em patamares mais sustentáveis e crescimento futuro mais sólido, deve favorecer o mercado acionário brasileiro.
A dois dias do segundo turno das eleições presidenciais, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, sinalizou nesta sexta-feira (23) que o governo de Lula da Silva (PT) poderá manter os subsídios aos combustíveis em 2027, caso o presidente seja reeleito.
A continuidade da medida, segundo ele, dependerá da arrecadação federal com a exploração de petróleo e das condições do mercado internacional.
Durigan afirmou que o governo considera utilizar parte das receitas adicionais geradas pela valorização do petróleo para reduzir os efeitos da alta dos combustíveis sobre os consumidores. A proposta é impedir que os reajustes nas bombas ampliem a inflação e provoquem aumentos nos preços dos alimentos.
Os preços do petróleo encerraram a sessão desta sexta-feira, 23, em alta, impulsionados pelo aumento das preocupações com uma possível retomada dos confrontos entre Estados Unidos e Irã.
O barril do Brent alcançou seu maior valor desde abril, em meio às tensões no Oriente Médio e aos conflitos envolvendo os houthis e a Arábia Saudita na região do Mar Vermelho.
Na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, o petróleo Brent para dezembro avançou 3,13%, com alta de US$ 3,55 (R$ 17,87), e fechou a US$ 116,72 (R$ 587,76) por barril.
O contrato para janeiro subiu 2,80%, equivalente a US$ 3,04 (R$ 15,30), encerrando a US$ 111,70 (R$ 562,43).
O petróleo WTI para dezembro, negociado na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex), teve valorização de 3,82%, ou US$ 3,80 (R$ 19,11), e terminou a sessão cotado a US$ 103,27 (R$ 520,00) por barril.
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