O senador fugitivo Flávio Bolsonaro parece adotar uma cultura que foi criado, com sugestões de golpismo em sua primeira carta.
Por Genésio Araújo Júnior
Lembrei, modinha de Gabriela, que virou um clássico de temas de abertura de novelas com base na obra de Jorge Amado, que diz: “Eu nasci assim, eu cresci assim, eu vivi assim, Gabriela”.
A carta e suas versões do senador e candidato derrotado, Flávio Bolsonaro, após chegar nos Estados Unidos, revelam um desequilíbrio e um golpismo típico de sua origem.
Ouça o comentário do articulista logo abaixo.
Leia – Em carta, Flávio se autodeclara presidente do Brasil e depois recua
Vou viver assim. Ele disse, inicialmente, que era o verdadeiro e legítimo presidente eleito do Brasil.
Depois disse que era líder do Brasil. Depois que iria liderar a oposição fora do Brasil, pois outros estão impedidos. Não tinha fugido, tinha saído do Brasil, se comparou com mártires, alguns já esquecidos.
Depois disse que houve fraude na eleição brasileira, sem dar pravas. Ele parece que faltou aula de mera aritmética, pois somando os votos dos outros candidatos e das abstenções, temos 14,1 milhões de votos, Lula ficando com 10,1 milhões e ele com 3,7 milhões.
Seu vice, Alfredo Gaspar, seu coordenador, Rogério Marinho, governador, Tarcísio de Freitas e seu PL já reconheceram vitória de Lula da Silva, oposição ao governo eleito.
Há sinais vindos de Israel e do próprio Estados Unidos, que devem preocupar ainda mais Flávio Bolsonaro. Para viver assim…
(Genésio Araújo Júnior é jornalista e articulista do Misto Brasil)
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