O ex-presidente deverá, assim, permanecer detido na unidade militar para onde havia sido levado na sexta-feira.
Por Misto Brasil
Um juiz do Paraguai ordenou neste sábado (07) a prisão preventiva do ex-presidente Santiago Peña, 47 anos, que foi formalmente acusado pelo Ministério Público paraguaio de quebra de confiança e administração em proveito próprio, no âmbito da investigação da falência do banco Ueno Bank.
O juiz Humberto Otazú, de um tribunal especializado em crimes econômicos, acrescentou que Peña se absteve de fazer declarações durante a audiência deste sábado.
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O ex-presidente deverá, assim, permanecer detido na unidade militar para onde havia sido levado na sexta-feira. Otazú afirmou que a prisão preventiva era necessária para garantir que Peña permanecesse no país enquanto o processo prossegue.
O advogado de Peña, Ricardo Preda, afirmou que o ex-presidente se declarou inocente das acusações, informou a Agência DW.
Peña foi preso na sexta-feira, logo depois de ter sido considerado culpado num processo de impeachment por “mau desempenho de funções” devido às suas relações com o Ueno Bank, um banco com 2,94 milhões de clientes, entre eles importantes instituições estatais cujos fundos ficaram congelados.
Segundo a denúncia do Ministério Público, o ex-mandatário é acusado de suposta quebra de confiança como instigador e de administração em proveito próprio na qualidade de autor. Ambos os delitos, em sua forma agravada, podem ser punidos com até 10 anos de prisão, segundo os promotores.
O documento indica que o ex-presidente “teria intervindo em circunstâncias relacionadas à alocação, renovação e permanência de grandes somas de dinheiro provenientes de entidades públicas e previdenciárias” no Ueno Bank, instituição com cujo grupo empresarial Peña “teria mantido uma relação econômica e corporativa prévia”.
Peña era acionista da Ueno Holding, um conglomerado que possuía, entre outras empresas, o Ueno Bank. Em março de 2025, já no governo, ele vendeu essa participação, detalhou a acusação dos deputados que promoveram o processo de impeachment.
O Ueno Bank, acrescenta o documento do Ministério Público, teria recebido esses recursos públicos enquanto desenvolvia operações de crédito com empresas supostamente vinculadas ao seu grupo econômico, nas quais “foram identificadas observações e irregularidades por parte dos órgãos de supervisão do Banco Central”.
