O banco paraguaio investiu US$ 100 mil como patrocinador da categoria Diamond. Registros de apoio tenham sido apagados do site oficial e do X.
Por Misto Brasil
O Ueno Bank, instituição financeira digital no centro do colapso econômico que motivou o julgamento de impeachment do presidente do Paraguai, Santiago Peña, figurou como um dos financiadores do Hispanic Prosperity Gala, encontro da extrema-direita internacional realizado no clube Mar-a-Lago, de Donald Trump, nos Estados Unidos.
A revelação foi divulgada pelo site argentino Chequeado e confirmada pelo portal Uol, com informações publicadas também pelo jornal paraguaio ABC.
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O evento contou com a participação do ex-deputado brasileiro Eduardo Bolsonaro, além de figuras como Robert F. Kennedy Jr., Keiko Fujimori e Ronaldinho Gaúcho, além de mensagem enviada por Javier Milei.
Conforme apurado e divulgado pelo Misto Brasil, o colapso do Banco Ueno desencadeou o processo de destituição de Peña no Senado paraguaio, que optou por manter o julgamento político em andamento para impedir manobras de concessão de imunidade parlamentar vitalícia ao mandatário.
As conexões políticas, o financiamento milionário e o histórico dos envolvidos reúnem os seguintes pontos estratégicos:
Cota de Patrocínio: O banco paraguaio investiu US$ 100 mil como patrocinador da categoria Diamond, embora os registros de apoio tenham sido apagados do site oficial e do X.
Rede de Desinformação: A organização esteve a cargo do portal La Derecha Diario, comandado pelo consultor argentino Fernando Cerimedo, indiciado no Brasil pela Polícia Federal.
Ataque às Urnas: Cerimedo foi responsável pela live com alegações infundadas sobre o sistema eleitoral brasileiro em 2022, utilizadas em relatórios contestados pelo Tribunal Superior Eleitoral.
Crise Institucional no Paraguai: A vinculação do Ueno Bank a eventos internacionais amplia o desgaste sobre o governo de Santiago Peña, julgado em Assunção por mau uso de recursos públicos e previdenciários.
As revelações sobre o braço financeiro do banco digital agravam a pressão no parlamento paraguaio, que segue analisando as denúncias de corrupção e desvio de verbas estatais.
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