Foram relatados novos ataques nesta quarta-feira na periferia de Kiev e em Tchernihiv
A promessa russa de reduzir parte de suas operações militares na Ucrânia, feita após negociações entre os dois países nesta terça-feira (29), foi recebida com ceticismo por Kiev e países do Ocidente.
O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, disse que não há motivos para acreditar que Moscou irá reduzir, como anunciou, sua ofensiva ao redor de Kiev e Tchernihiv, no norte do país, considerando o que se vê in loco.
“Podemos chamar os sinais que ouvimos nas negociações de positivos, mas esses sinais não silenciam as explosões das bombas russas”, afirmou Zelenski em pronunciamento em vídeo para o povo ucraniano.
As declarações esfriaram o otimismo gerado por sinais de avanços nas negociações de paz entre Rússia e a Ucrânia nesta terça, após cinco semanas de uma guerra que já deixou milhares de mortos e fez com que quase 4 milhões de ucranianos fugissem do país.
Mesmo enquanto os negociadores russos e ucranianos se reuniam nesta terça, as forças de Putin bombardearam um prédio de nove andares da administração pública local em Mykolaiv, cidade portuária no sul do país. Ao menos 12 pessoas morreram.
E nesta quarta-feira (30), apesar do anúncio russo, as autoridades locais relataram novos ataques na periferia de Kiev e em Tchernihiv, segundo o The New York Times. O governador de Tchernihiv, Viacheslav Chaus, disse que os bombardeios russos continuaram durante toda a noite e que alvos civis haviam sido destruídos, incluindo bibliotecas e centros comerciais.

