Recessão piora quadro da seca no Nordeste

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Depois de cinco anos de seca, o agricultor Edivaldo Brito diz que não consegue se lembrar quando o reservatório do Boqueirão, em Campina Grande (PB) esteve cheio. Mas ele nunca o viu tão vazio.

“Perdemos tudo: bananas, feijões, batatas”, afirmou Brito. “Temos que caminhar 3 quilômetros apenas para lavar a roupa”, explica ele à reportagem da Reuters.

O Nordeste árido do país está enfrentando sua pior seca que se tem registro, e Campina Grande, que tem 400 mil habitantes que dependem do reservatório, está ficando sem água.

A mudança climática intensificou as secas no Nordeste brasileiro nos últimos 30 anos, segundo Eduardo Martins, presidente do Funceme, agência meteorológica do Estado do Ceará.

Depois de décadas de promessas e anos de atrasos, o governo afirma que a transposição do maior rio brasileiro, o São Francisco, logo aliviará Campina Grande e fazendeiros desesperados em quatro Estados do Nordeste.

A água será bombeada sobre colinas e através de 400 quilômetros de canais e vazado em bacias hidrográficas secas do Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Paraíba.

Iniciado em 2005 pelo ex-presidente Lula da Silva, o projeto foi adiado por disputas políticas, corrupção e custos excedentes de bilhões de reais.

A recessão no Brasil, que os economistas calculam ter reduzido a economia do Nordeste em mais de 4% durante cada um dos últimos dois anos, deixou a situação pior.

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