Ainda que tenha usado as palavras de forma comedida, o presidente Michel Temer deu ontem sinais do tamanho da ansiedade do governo com a decisão que será tomada hoje pelo Banco Central em relação à taxa básica de juros (Selic).
Segundo o jornalista Vicente Nunes, do Correio Braziliense, ao dizer que os juros vão cair, mas sem artificialismos, Temer afagou o comandante da autoridade monetária, Ilan Goldfajn, ao reforçar a autonomia da instituição, mas indicou o que espera dele: rapidez no corte da Selic.
A torcida unânime no Planalto é por corte de um ponto percentual nos juros, de 13% para 12% ao ano, um movimento agressivo que teria força para levar muitos empresários a incrementarem os investimentos produtivos, vitais para uma retomada mais forte da economia.
Para Rafael Cardoso, economista-chefe da Daycoval Investimentos, há argumentos de sobra para o BC ser mais agressivo na redução da Selic. “O nível de atividade está muito fraco, não há consumo, a inflação vem caindo e as expectativas futuras para o custo de vida estão ancoradas no centro da meta, de 4,5%”, afirma.
Ele ressalta ainda que os juros reais, que descontam a inflação acumulada nos últimos 12 meses e que realmente importam para a economia real, vem aumentando desde que o Copom começou a cortar a Selic.



























