Nova operação atinge o PMDB e o senador Calheiros

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Os lobistas Jorge Luz e Bruno Luz teriam desviado US$ 40 milhões (mais de 130 milhões) em dez anos. A maior parte dos desvios teria ocorrido na Diretoria Internacional e nas gerências de Abastecimento e Serviços da Petrobras. Os dois foram presos nesta manhã em nova fase da Operação Lava Jato.

Segundo o procurador Diogo Castor de Mattos, os dois teriam “fortes conexões tanto com diretores corruptos da Petrobras quanto agentes políticos do partido PMDB“. A nova operação, que atinge o partido do presidente Michel Temer, deixou em alerta ao Palácio do Planalto.

Mattos se recusou a citar nomes na entrevista coletiva que terminou há pouco. Confirmou que os políticos envolvidos são em sua maioria pessoas ainda no exercício dos cargos – e, portanto, com foro privilegiado –, sobretudo senadores, entre eles, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL).

Ele disse ainda que havia um senador responsável pela divisão dos valores entre os demais envolvidos, revelava a Veja.

Ainda não estão claros os valores recebidos por agente envolvido. Em delação, Cerveró confessou ter recebido US$ 2,5 milhões pela venda de um navio-sonda da Petrobras.

Segundo os investigadores, as prisões preventivas de Jorge e Bruno Luz foram motivadas pela ida de ambos ao exterior, o filho em agosto de 2016 e o pai em janeiro desse ano, sem previsão de retorno ao Brasil. Segundo o delegado Maurício Moscardi Grillo, o Bruno Luz possui nacionalidade portuguesa. A pedido do Juízo, o nome dos dois já foi incluído na lista de procurados da Interpol.

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