O Supremo Tribunal Federal suspendeu o julgamento do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), nesta quinta-feira (2). Trata-se de ação assinada pelo DEM na qual solicita que o STF acolha não ser necessário que a Assembleia de Minas autorize que o governador seja processado criminalmente.
O DEM não aceita argumentos da defesa de Pimentel. Segundo os quais Pimentel só poderia tornar-se réu com aval dos desputados estaduais, o que não é previsto na Constituição de Minas Gerais. Se virar réu numa ação penal, o governador petista pode ser afastado do cargo.
A decisão de suspender a ação foi da presidente do STF, ministra Cármen Lúcia. Alegou que é mais adequado aguardar que o tribunl estivesse completo para decidir sobre a ação. Com isso, o julgamento ficou para ser pautado em abril. Isto é, logo após o ministro Alexandre de Moraes tomar posse, em 22 de março.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou no âmbito da Operação Anacrônimo o governador petista por supostos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro baseando-se na relação como empresário Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, mais conhecido por Bené. A Caoa repassou R$ 2,1 milhões a duas empresas em que Bené figura como sócio. Bené teria beneficiado a montadora na época em que Pimentel era ministro do Desenvolvimento. O governador negou ter participado de irregularidades até agora.























