O juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, que conduz a Operação Lava Jato, em artigo, defende as prisões preventivas nos 79 casos sob sua chancela.
Moro rebateu críticas à modalidade legal utilizada com frequência. “As críticas, às vezes severas, contra as prisões preventivas da operação não encontram fundamento nem na quantidade nem na extensão.” Na visão do juiz federal, essas críticas às preventivas sucedem, pois “atrás das grades, há presos ilustres”. O texto foi publicado na edição atual da Veja.
Dentre as preventivas, algumas revogadas, outras substituídas por sentenças condenatórias. E observou que, no momento, há sete acusados presos preventivamente. Também fez alusão à Operação Mãos Limpas, da Itália. Ele cita que lá, nos primeiros três anos, foram decretadas mais de 800 prisões. Em termos de comparação é muito menor, segundo Moro.
E mais, há presos com sentença de pelo menos alguns meses, pois as próprias defesas usam manobras procrastinatórias nos processos. E depois, os advogados acabam por “alegar junto a ouvidos sensíveis a demora excessiva da prisão provisória”.
Ele negou a utilização de prisão preventiva com o intuito de conseguir confissões ou acordos de delação. Acrescentou ainda que a maioria dos colaboradores da Lava Jato firmaram seus acordos em liberdade. Por fim, Moro arrematou: “Se a firmeza que a dimensão dos crimes reclama não vier do judiciário, não virá de nenhum lugar.”























