Ex-ministro da Educação é preso nesta manhã

Ministro Milton Ribeiro Educação Misto Brasília
Milton Ribeiro é ex-ministro da Educação/Reprodução TV
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Milton Ribeiro foi preso por ordem da justiça federal de Brasília. Também foi preso um pastor

Policiais federais prenderam hoje (22) por ordem da justiça federal de Brasília, o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro. Também foi preso o pastor Gilmar Santos. Os dois são acusados, assim como o pastor Arilton Moura, de desvio de dinheiro público no Ministério da Educação. Última atualização às 9h19.

A prisão é preventiva e o ex-ministro deve ser levado de São Paulo para a superintendência da Polícia Federal em Brasília. Ele deve prestar depoimento hoje ou amanhã. Há pouco, a Polícia Federal em São Paulo confirmou que o ex-ministro já está sob custódia e que ele foi preso na cidade de Santos. Veja também a nota da PF logo abaixo.



Ribeiro saiu do governo após suspeitas sobre atuação de pastores na liberação de verbas no MEC. A operação foi deflagrada nesta manhã para apurar as denúncias de um gabinete paralelo para liberação de verbas.

A PF investiga Ribeiro por suposto favorecimento aos pastores Gilmar Santos e Arilton Moura e a atuação informal deles na liberação de recursos do ministério. Há suspeita de cobrança de propina. O inquérito foi aberto após o jornal “O Estado de S. Paulo” revelar, em março, a existência de um “gabinete paralelo”.


Em audiência pública na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, o presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Marcelo Lopes da Ponte, reafirmou que nunca sofreu influência de pastores.

A operação deflagrada nesta quarta investiga a prática de tráfico de influência e corrupção na liberação de verbas do FNDE, ligado ao Ministério da Educação.



Nota da Polícia Federal

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta (22/06), operação policial “Acesso Pago”, destinada a investigar a prática de tráfico de influência e corrupção para a liberação de recursos públicos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, vinculado ao Ministério da Educação.

Com base em documentos, depoimentos e Relatório Final da Investigação Preliminar Sumária da Controladoria-Geral da União, reunidos em inquérito policial, foram identificados possíveis indícios de prática criminosa para a liberação das verbas públicas.

As ordens judiciais foram emitidas pela 15ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Distrito Federal, após declínio de competência à Primeira Instância. A investigação corre sob sigilo.

Estão sendo cumpridos 13 mandados de busca e apreensão e 5 prisões nos Estados de Goiás, São Paulo, Pará, além do Distrito Federal. Outas medidas cautelares diversas, como proibição de contatos entre os investigados e envolvidos, também foram efetuadas.

O crime de tráfico de influência tem pena prevista de 2 a 5 anos de reclusão. São investigados também fatos tipificados como crime de corrupção passiva (2 a 12 anos de reclusão), prevaricação (3 meses a 1 ano de detenção) e advocacia administrativa (1 a 3 meses).



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