Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) enviou uma equipe para inspecionar a usina de Zaporíjia
A Ucrânia anunciou nesta segunda-feira (29) o início de uma contraofensiva no sul do país para tentar recuperar territórios ocupados desde o início da invasão russa, em fevereiro deste ano. A decisão indica um reforço da confiança dos ucranianos, em meio ao fluxo contínuo de apoio militar ocidental.
Também nesta segunda-feira, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) enviou à Ucrânia uma equipe para inspecionar a usina de Zaporíjia, onde crescem os temores quanto a um desastre nuclear. Moscou e Kiev trocam acusações de ataques e bombardeios nas proximidades da maior usina nuclear da Europa.
“Hoje, iniciamos ações ofensivas em várias direções, incluindo na região de Kherson”, afirmou a porta-voz do comando sul do Exército ucraniano, Natalia Humeniuk. Na fase inicial da guerra, a Rússia capturou uma parte significativa do território ucraniano próximo à costa do Mar Negro, incluindo Kherson, em contraste com a fracassada tentativa de capturar a capital, Kiev.
A Ucrânia vem utilizando armamentos sofisticados fornecidos pelo Ocidente, que permitem atingir alvos estratégicos, como depósitos de munições, e tentar interromper linhas de abastecimento russas. Somente nas última semanas, dez desses depósitos foram atacados, o que, segundo Humeniuk, “enfraqueceu inquestionavelmente o inimigo”. Não foi possível confirmar essa informação de forma independente.
Ela não forneceu detalhes sobre a contraofensiva no sul do país, mas afirmou que as forças russas ainda se mantêm “bastante poderosas”.

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