Cooperação com o Congo e Indonésia está sendo articulada por apoiadores do ex-presidente Lula da Silva
Emissários do ex-presidente Lula da Silva (PT) articulam a criação de uma frente conjunta com a Indonésia e o Congo para atuação na próxima COP27, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas.
Caso o petista vença as eleições – ele lidera as intenções de voto –, a ideia é que o trio de países, donos da maior área de floresta tropical no mundo, aumente seu poder de barganha perante nações ricas a fim de obter financiamento para a proteção de florestas e regulamentar o mercado de carbono global.
“A proposta é criar uma aliança estratégica para abordar a questão do financiamento na COP do Egito”, afirmou Aloizio Mercadante, responsável pelo plano de governo de Lula.
A COP27 será realizada em novembro no país africano. O Partido dos Trabalhadores criou um grupo de trabalho para se preparar para as rodadas de conversa sobre o clima e tem focado especialmente nos detalhes de um mercado global de carbono e em formas de financiar a conservação e o desenvolvimento sustentável em regiões de floresta tropical – de acordo com o jornal Folha de São Paulo, o PT poderá estar representado no encontro caso Lula seja eleito.
Ainda segundo Mercadante, a aliança planejada poderia eventualmente incluir outras nações com florestas tropicais significativas, como países latino-americanos na fronteira amazônica e em desenvolvimento na África e na Ásia.
Ele disse que a equipe do ex-presidente já fez os primeiros contatos com os governos da Indonésia e do Congo, e que um encontro com um emissário do governo congolês será agendado nas próximas semanas.
Principal negociador do Congo para as mudanças climáticas, Tosi Mpanu-Mpanu disse à Reuters que a proposta, embora não seja nova, faz todo o sentido: “Traria mais peso diante das nações ocidentais dispostas a fornecer recursos para a proteção das florestas”, segundo informou a Agência DW.



















