Ele foi um dos fundadores da Nouvelle Vague, movimento francês que revolucionou o cinema a partir dos anos 1950
O cineasta franco-suíço Jean-Luc Godard, um dos principais nomes do cinema mundial, morreu aos 91 anos, informou nesta terça-feira (13/09) o jornal francês Liberátion, citando fontes próximas ao diretor. A causa da morte não foi divulgada.
Na década de 1960, ele foi um dos fundadores da Nouvelle Vague, movimento francês que revolucionou o cinema a partir dos anos 1950, informou a DW.
Godard tem uma longa carreira premiada, que vai desde o prêmio de melhor diretor no Festival de Cinema de Berlim, por Acossado (de 1960), até um Oscar pelo conjunto de sua obra em 2010, a cuja cerimônia de premiação ele não compareceu.
Ao longo de quase 70 anos de carreira, Jean-Luc Godard produziu mais de 60 filmes, incluindo mais de 40 longas-metragens, numerosos curtas, documentários experimentais, ensaios cinematográficos altamente intelectuais, vídeos de música, alguns também como roteirista ou codiretor, ao lado dos companheiros da Nouvelle Vague. Porém, ele permaneceu o representante mais radical dessa nova maneira de rodar filmes modernos e ousados.
Entre suas obras de maior destaque estão, além de Acossado, O desprezo (1963), Viver a vida (1962), Alphaville (1965) Week-End à francesa (1967), Carmen de Godard (1983), Je vous salue, Marie (1985) e Adeus à linguagem (2014).
“Eu fazia filmes como um músico de jazz: você escolhe um tema, improvisa, e de algum modo a coisa toda se organiza”, comentou certa vez, lembrando de seus primórdios na sétima arte.























