Melhora acesso ao saneamento e à água tratada

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Funcionário da Caesb abre vala para instalação do sistema de água/Arquivo/Divulgação
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Melhoria até a meta de 2040 vai significar investimentos robustos e melhoria da saúde da população

Por Misto Brasília – DF

Avançou o acesso da população ao abastecimento de água potável. É o que mostra um amplo estudo divulgado hoje (08) pela consultoria ExAnte, que foi contratada pelo Instituto Trata Brasil.

Em 2016, o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) divulgou que o país ainda tinha 35 milhões de brasileiros sem acesso à água. E mais de 100 milhões de pessoas sem coleta dos esgotos e somente 44,92% dos esgotos eram tratados.



Em 2020, último dado publicado pelo SNIS, mostra que os acessos à água tratada e à coleta de esgoto ainda continuam iguais, com tímidas melhoras: 33,1 milhões de pessoas não têm acesso à água tratada e 94 milhões sem acesso à coleta e tratamento de esgoto.

Segundo o estudo, cumprir com as metas de universalização do saneamento básico irá trazer benefícios líquidos de R$ 815,7 bilhões em 19 anos (2021-2040).

O setor com o maior ganho é a produtividade do trabalho, em que os benefícios irão ultrapassar R$ 437 bilhões nesse período.



Benefícios Econômicos com a Expansão do Saneamento até 2040

Saúde e saneamento andam juntos

A situação do saneamento básico no Brasil impacta diretamente o setor da saúde. O investimento em saneamento é um dos meios essenciais para a prevenção de doenças e epidemias de veiculação hídrica. Entre essas doenças estão diarreias e infecções gastrointestinais. Há um impacto direto na qualidade de vida da população e na produtividade.

Em 2019, 1,7 milhão de brasileiros indicaram ter se afastado de suas atividades nas duas semanas anteriores ao dia em que a entrevista foi realizada em razão da ocorrência de doenças de veiculação hídrica. Estima-se que houve um total 43,374 milhões de casos de afastamento por doenças de veiculação hídrica no país ao longo do ano de 2019.



Brasil ainda enfrenta problemas sérios

No Norte, apenas 13,1% da população tem acesso à rede de coleta de esgoto

No Nordeste, apenas 30,3% da população tem acesso à rede de coleta de esgoto

A situação era comparativamente melhor na região Sudeste; no entanto, 19,5% da população não possuía coleta de esgoto

No Sul, somente 47,4% da população tinha acesso à coleta dos esgotos, índice considerado baixo para a renda média da região

No Centro-Oeste, 59,5% da população tem rede de coleta dos esgotos



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