O presidente eleito está nesta manhã no local para a transição e começa a desenhar o seu ministério
O presidente eleito Lula da Silva (PT) se encontrou com deputados e senadores no Centro Cultural Banco do Brasil, em Brasília, local escolhido para a instalação do governo de transição.
Ele fez um discurso para os parlamentares e apoiadores que estavam no local. E aproveitou para criticar o atual presidente Jair Bolsonaro (PL).
“Não sei se o presidente está doente, mas ele tem a obrigação de pedir desculpas à sociedade e as Forças Armadas por tê-las usado para ser humilhada apresentando um relatório que não diz nada do que ele propagou. Um presidente pode errar, mas não pode mentir”.
“Não vou conversar com o Centrão e sim com deputadas e deputados eleitos. As pessoas não são obrigadas a concordar comigo. O nosso governo vai ser o do diálogo, vai conversar com as Constituições”.
O presidente eleito tem encontro marcado com parlamentares das bancadas aliadas que estiveram ao lado dele durante toda a campanha eleitoral. Estão previstas as presenças de representantes dos partidos da coligação — PSB, PCdoB, PV, PSOL, Rede, Solidariedade, Avante e Agir, segundo o SBTNews.
Também começou um mapeamento de quem pode ocupar os cargos de primeiro e segundo escalão, como ministérios e secretarias especiais. Lula da Silva e Alckmin tem dito que não necessariamente os escolhidos para a equipe de transição terão cargos no novo governo.
Fora as pastas que o PT não deve abrir mão, como da Economia — que pode ser desmembrada — o MDB, PSD, PSB, PSOL e Rede surgem como possíveis ocupantes de cadeiras na Esplanada. A decisão de Lula também vai levar em consideração nomes de parlamentares que podem permanecer no Congresso Nacional para fortalecer a base aliada.


