Os ataques da Rússia impõem aos ucranianos o “pior inverno desde a Segunda Guerra”, disse o prefeito de Kiev
A fase de inverno da invasão russa da Ucrânia se transformou num cabo de guerra. O resultado obviamente depende de Kiev ser capaz de aliviar o sofrimento humanitário com ajuda ocidental. A guerra persiste por 283 dias.
Além disso, que as defesas aéreas ucranianas serem ainda mais fortalecidas e de o exército da Ucrânia ser capaz de incomodar as tropas russas ao longo do terreno gelado da linha de frente. E não permitir que os soldados inimigos descansem.
Solo agrícola umedecido pelas chuvas e marcas profundas de pneus cheias de água – desde a reconquista da cidade de Kherson por forças ucranianas na primeira quinzena de novembro. Terras enlameadas predominam nas imagens enviadas a partir da linha de frente na Ucrânia, tanto no sul como no leste do país, registra a Agência DW.
De acordo com o prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, os ataques da Rússia impõem aos ucranianos o “pior inverno desde a Segunda Guerra”. Em quase toda a Ucrânia, a eletricidade está disponível a cada dia por apenas uma hora. O governo da capital Kiev tenta ajudar o máximo as pessoas com tendas aquecidas e geradores de energia descentralizados.
Nico Lange, especialista em Ucrânia e Rússia da Conferência de Segurança de Munique, disse em entrevista à DW que, de fato, a Rússia “já causou uma destruição muito séria à infraestrutura, que não será consertada rapidamente”.
Peças de reposição para subestações destruídas e outras infraestruturas de energia estão sendo entregues à Ucrânia, mas, segundo Lange, somente a substituição de “transformadores específicos ou certas peças sobressalentes” já leva bastante tempo.
O especialista afirmou ainda que a União Europeia (UE) deve se preparar para receber refugiados em fuga do frio ucraniano. “Não devemos começar apenas quando virmos fotos de pessoas congeladas na Ucrânia”, disse Lange.
Uma nova onda de refugiados faz parte dos cálculos do presidente russo, Vladimir Putin, de acordo com a avaliação de Margarete Klein, do Instituto Alemão de Assuntos Internacionais e de Segurança (SWP), que assessora o governo alemão em temas relacionados a ciência e política. Segundo Klein, o Kremlin está tentando criar uma divisão política dentro da UE, enquanto a disposição de receber mais refugiados tem diminuído em alguns países-membros do bloco europeu.
“Para a Ucrânia é importante aproveitar o ímpeto do momento. O exército ucraniano mostrou que pode explorar com muita perspicácia as fraquezas do lado russo”, disse Klein. Por outro lado, de acordo com Lange, as forças da Ucrânia carecem de munição.
























