Entidade dos oficiais informou que veio em socorro da PF e diz que não sabia da prisão de cacique xavante
Por Misto Brasília – DF
Três dias depois do vandalismo provocado por manifestantes bolsonaristas na região do Setor Hoteleiro Norte, a Associação dos Oficiais da Polícia Militar (Asof) veio em defesa da corporação. A PMDF e a Polícia Federal não realizaram prisões e por isso são alvos de críticas.
O vandalismo começou quando os manifestantes tentaram invadir a sede da Polícia Federal no início da avenida W3 Norte. E resgatar um indígena que pregou o golpe militar. José Acácio Sereê Xanvante foi transferido na terça-feira (13) para a Papuda, onde cumpre prisão temporária de dez dias.
Para a associação, que classifica em nota os atos como “lamentáveis”, a Polícia Militar não fez as prisões porque “estavam em segundo plano”. A associação sugere que a corporação foi pega de surpresa com a prisão do cacique e com o início do tumulto.
“Assim que a Corporação da PMDF foi informada do que estava acontecendo em uma localidade do Distrito Federal que, a priori, não constituía risco de vulnerabilidade a ataques externos, a Polícia Militar empregou todos os seus esforços para tentar ajudar a Corporação da Polícia Federal, que pedia por socorro”.
Nota dos oficiais ve3m em defesa da PMDF
Em virtude dos eventos lamentáveis ocorridos na noite desta segunda-feira (12/12), em que manifestantes tentaram invadir a sede da Polícia Federal, na Asa Norte, em Brasília (DF), com atos de violência e ateando fogo a veículos estacionados próximos ao local, e considerando ainda as críticas de órgãos da imprensa dirigidas à atuação da Polícia Militar na respectiva ocorrência, a Associação dos Oficiais da Polícia Militar do Distrito Federal (ASOF/PMDF) tem a declarar que a Corporação atuou de forma técnica, seguindo a doutrina operacional aplicada pela Tropa, com base na legalidade e em respeito à ordem constituída, para dispersar os manifestantes, seguindo o rito usual empregado do uso diferenciado e progressivo da força para preservar vidas e restabelecer, de forma gradativa, a ordem pública nos locais atingidos.
Além disso, a ocorrência de segunda-feira foi um fato isolado, criado em decorrência de uma prisão que não foi informada aos órgãos de Segurança Pública do Distrito Federal. Assim que a Corporação da PMDF foi informada do que estava acontecendo em uma localidade do Distrito Federal que, a priori, não constituía risco de vulnerabilidade a ataques externos, a Polícia Militar empregou todos os seus esforços para tentar ajudar a Corporação da Polícia Federal, que pedia por socorro.
A Tropa da PMDF que foi deslocada para a localidade da ocorrência tinha a missão de controlar o distúrbio, proteger vidas e o patrimônio público e privado do local. As prisões estavam em segundo plano, o que não foi possível fazer sem que a Corporação da PMDF colocasse em risco as vidas das pessoas que estavam nos hotéis, no shopping e também nas ruas, além do risco à integridade da própria Tropa que atendia à ocorrência.
Sendo assim, as críticas que a PMDF tem recebido da imprensa são infundadas, fruto da opinião de quem não conhece o procedimento operacional padrão da Corporação e de pessoas que não estavam no local para entender como deveria ser a atuação da PMDF para preservar vidas e garantir que a ocorrência não trouxesse baixas fatais de pessoas inocentes.
PARTICIPAÇÃO DO LEITOR
Participe desta discussão
Compartilhe sua opinião sobre este assunto. As participações passam por análise editorial antes de qualquer utilização no site.


















