A troca de comando entre os generais Júlio César de Arruda, que entra, e Marco Antonio, que foi, foi acertada há alguns dias
O general de exército Julio César de Arruda vai assumir o comando geral do Exército nesta sexta-feira (30), dois dias antes da posse do petista. A troca de comando foi antecipada em dois dias. O assunto foi comentado ontem (27) pelo futuro ministro da Defesa, José Múcio.
De acordo com o jornal o Estado de São Paulo, a data já teria sido combinada internamente entre Arruda e o a atual comandante, Marco Antônio Freire Gomes, nomeado pelo presidente Jair Bolsonaro.
Com a antecipação, o entorno do presidente diplomado Lula da Silva (PT) espera que o tratamento dado aos bolsonaristas acampados mude radicalmente.
O futuro ministro da Justiça, Flávio Dino, chegou a chamar os QGs bolsonaristas de “incubadoras de terroristas“. O acampamento em Brasília, assim como em frente a outros quartéis do país e em estradas e trevos, teve, até agora, o respaldo da atual cúpula militar do governo Bolsonaro.
A pressão pelo fim da aglomeração bolsonarista em Brasília se intensificou na véspera de Natal, após a descoberta de uma bomba plantada em um caminhão de combustível que iria para o aeroporto de Brasília. O plano teria sido discutido no acampamento.
Desde o resultado do segundo turno das eleições presidenciais, vencidas por Lula, apoiadores de Bolsonaro que não aceitam a derrota estão acampados em Brasília e em outras cidades.
Horas depois da diplomação de Lula, alguns frequentadores do acampamento na capital federal cometeram atos de vandalismo, como queima de carros e ônibus, e tentaram invadir a sede da Polícia Federal.
Os distúrbios começaram logo após a detenção do cacique xavante José Acácio Tsererê Xavante, 42 anos, apoiador de Bolsonaro, por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).
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