Repensando o futebol brasileiro

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O calendário dos jogos profissionais foi divulgado nesta terça-feira pela CBF/Arquivo/Divulgação
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Faltou tudo por aqui. Profissionalismo e incompetência são os primeiros quesitos. O que fazer?

Por André César – SP

A derrota do Flamengo para o saudita Al Hilal, na semifinal do Campeonato Mundial de Clubes, sintetiza à perfeição o estado atual do futebol brasileiro. Soberba, arrogância, incompetência e falta de preparo colocaram o outrora “país do futebol” em um patamar muito abaixo da média. A realidade é dura.



Aos fatos. Desde 2002, a seleção canarinho não consegue avançar na Copa do Mundo de Futebol. Quem argumentar que trata-se simplesmente de uma questão econômica perde razão ao se olhar a Argentina, vice-campeã em 2014 (no Brasil, ano do inesquecível 7 a 1) e vencedora do Mundial do Qatar em 2022. Os problemas são outros, e mais profundos.

Faltou tudo por aqui. Profissionalismo e incompetência são os primeiros quesitos, dos quais resultam ausência de estrutura mínima (campos sem condições de jogo, ausência de segurança para os torcedores nos estádios), clubes falidos e campeonatos absolutamente sem sentido.



Eu, tricolor paulista “roxo”, não assisto mais ao Paulistão. Sem querer desmerecer, imagine o torcedor do Nacional de Manaus.

O que fazer? Algumas ideias básicas surgem de imediato. Por exemplo, um amplo acordo entre a CBF e os governos federal, estaduais e municipais, visando financiar times fora do eixo Rio – São Paulo para que tenham condições reais de superar as dificuldades e estabelecer bases efetivas em seus elencos. Comida, alojamentos de qualidade, salários, ajuda para as famílias. No final, todos ganham.



Também o investimento efetivo de empresas, para além da divulgação de suas marcas, é necessário. Trata-se de um jogo ganha-ganha, onde todos ficam felizes ao final. Mas sempre será necessária seriedade e honestidade. Teremos?

Um Pelé não surge todo dia. Aliás, Pelé é único e seu falecimento, no final de 2022, representa uma mudança de era.

Se quisermos voltar a ser potência no velho esporte bretão, precisaremos nos qualificar. Países estão investindo nisso, como a Arábia Saudita – que, aliás, derrotou a campeã Argentina na estreia da Copa. Quem riu por último?


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