Estão sendo cumpridos oito mandados de busca e apreensão pela Polícia Civil em Santa Maria e Recanto das Emas
Por Misto Brasília – DF
A Polícia Civil e o Ministério Público do Distrito Federal realizam na manhã desta quarta-feira (03), uma operação contra um assessor especial do governo distrital. Esse funcionário estaria lotado no Palácio do Buriti, sede do governo distrital.
O motivo é a prática de uma rachadinha, que consiste na divisão de salários entre quem indica e quem recebe. Na manhã de hoje foram apreendidos também R$ 30 mil. Última atualização às 8h29
De acordo com a Polícia Civil, o assessor especial (nome não foi divulgado) indicou conseguiu a nomeação de mais oito servidores temporários. Com a indicação ele recebia uma parte dos salários.
Estão sendo cumpridos oito mandados de busca e apreensão em Santa Maria e Recanto das Emas. Pelo menos dois servidores indicados, segundo a polícia, não apareciam para trabalhar e os outros assinavam o ponto, mas não estavam sempre na repartição pública.
Além das residências dos investigados, foram alvos das buscas a empresa utilizada para a movimentação dos valores ilícitos e os órgãos nos quais os investigados supostamente trabalham.
As investigações tiveram início em 2022. De acordo com o Ministério Público, o poder do investigado vinha de sua relação com pessoas politicamente relevantes: além de ocupar o cargo de assessor especial, ele atuou em campanhas eleitorais. Entre os envolvidos estariam o filho e a empregada doméstica do investigado.
Os investigadores também suspeitam da prática de lavagem de dinheiro. Como forma de ocultar a origem ilícita dos valores recebidos, o investigado receberia os repasses por meio de conta bancária de uma empresa em nome de terceiros, mas da qual seria o dono de fato.














