O Tribunal Superior Eleitoral encerrou – sem começar a votar – o quarto dia do julgamento da chapa Dilma-Temer. O ministro Luiz Fux, no exercício da presidência, encerrou a sessão desta quinta-feira e convocou a próxima para as 9 horas desta sexta-feira e dizendo que o julgamento deve acabar até o fim da tarde.
Hoje à tarde, O relator do caso, ministro Herman Benjamin, afirmou que está comprovado o abuso de poder econômico na campanha de 2014.
“A capacidade humana de apreensão está chegando a um limite.” Benjamin concordou e aceitou interromper a sessão. “Eu estou muito cansado, estou tentando apressar e pular, mas há documentos que precisam ser mostrados”, disse o relator.
Dos sete ministros, quatro já indicaram posição favorável à exclusão das delações da Odebrecht e dos marqueteiros João Santana e Mônica Moura como prova: Gilmar Mendes, Admar Gonzaga, Napoleão Nunes Maia e Tarcísio Vieira de Carvalho. Pela manutenção, se manifestaram Hermann Benjamin (relator), Rosa Weber e Luiz Fux.
Herman Benjamin diz que a defesa de Dilma e Temer quer tirar a delação da Odebrecht do processo porque o conjunto probatório é gigante. “Querem excluir porque a prova é oceânica, são depoimentos, documentos, informações passadas por autoridades estrangeiras por meio de cooperação internacional. Essa é a razão.”
























