Quase 2 milhões de hectares de Floresta Amazônica foram perdidos somente no ano passado
Por Misto Brasília – DF
O desmatamento no Brasil saltou para 43% em 2022, segundo relatório da plataforma Global Forest Watch (GFW) divulgado nesta terça-feira (27). Em 2025, o desmatamento no nosso respondia por pouco mais de um quarto no mundo.
O índice foi o maior do mundo se comparado com os demais países com florestas tropicais.
Quase 2 milhões de hectares de Floresta Amazônica foram perdidos somente no ano passado, fazendo com que o Brasil fosse de longe o país com maior taxa de perda de florestas tropicais primárias, seguido pela República Democrática do Congo e a Bolívia, registrou a Agência DW.
Foi a maior perda de árvores não relacionada a incêndios no Brasil desde 2005, aponta o levantamento da GFW, uma iniciativa da ONG World Resources Institute (WRI).
O desmatamento de florestas tropicais primárias aumentou 10% no mundo em 2022 em relação ao ano anterior, totalizando 4,1 milhões de hectares. Isso equivale a 11 campos de futebol por minuto, segundo o relatório da GFW. E a destruição está tendo um impacto devastador sobre o clima.
Florestas absorvem cerca do dobro de dióxido de carbono (CO2) do que emitem a cada ano.
Segundo a agência, o relatório da GFW dedica-se especialmente a florestas tropicais pelo fato de elas serem as mais ameaçadas mundo afora, além de essenciais para alcançar metas climáticas por absorverem mais CO2 da atmosfera do que outros tipos de matas.
Ao serem destruídas, as florestas primárias liberam muito do CO2 que capturaram de volta para a atmosfera. A perda florestal nos trópicos emitiu 2,7 gigatoneladas de dióxido de carbono somente em 2022, o equivalente às emissões provenientes de combustíveis fósseis geradas pelo país mais populoso do mundo, a Índia, diz o relatório da GFW.

















