O deputado cassado e ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), prestou depoimento à Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira, no âmbito do inquérito que investiga o presidente Michel Temer. Preso desde outubro, ele negou ter negociado seu silêncio com o governo federal.
O depoimento, segunda a imprensa brasileira, durou cerca de uma hora e meia. Ao término da sessão, o advogado de defesa, Rodrigo Rios, relatou que foram feitas 47 perguntas ao ex-deputado, e que ele respondeu cerca de 25, se contendo ao conteúdo da delação dos executivos da JBS.
Segundo Rios, metade das questões dizia respeito à ação penal em que Cunha é acusado de ter recebido propina de empresas interessadas em sua influência para facilitar empréstimos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). “Em relação a isso, é mais fácil responder dentro do processo”, afirmou o advogado, citado pelo jornal O Globo.
“Quanto aos fatos da JBS, o deputado ressaltou mais uma vez que o silêncio dele nunca esteve à venda, ou seja, ele nunca foi procurado nem pelo presidente Temer nem por interlocutores próximos ao presidente com intuito de comprar seu silêncio”, ressaltou Rios a repórteres.



















