Esquema das joias e relógios cada vez mais perto de Bolsonaro

Jair Bolsonaro presidente cadeira Misto Brasília
Bolsonaro foi presidente da República do Brasil, cujo mandato terminou em 2022/Arquivo
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Pessoas próximas do ex-presidente estão sendo investigadas, como um general da reserva, um tenente-coronel do Exército e um advogado

Por Misto Brasília – DF

A Operação Lucas 12:2, deflagrada nesta sexta-feira (11) pela Polícia Federal, leva para perto do ex-presidente Jair Bolsonaro um esquema criminoso de vendas de joias e presentes recebidos por ele em viagens oficiais.

A operação de hoje tem como alvo vários auxiliares do ex-presidente, entre eles Mauro Cid, ex-ajudante de ordens, o pai dele, o general Mauro Cesar Lourena Cid, e o advogado Frederick Wassef, anotou a Veja.

O esquema de venda de itens de luxo recebidos pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, desvendado pela Polícia Federal ficou documentado em e-mails das contas de servidores que trabalharam na ajudância de ordens, anotou o SBT News

Em 2 de junho do ano passado, o segundo-tenente do Exército, Cleiton Henrique Holzschuk, recebeu relatório com todos os relógios de luxo que Bolsonaro havia recebido nos últimos meses em viagens e missões oficiais pela Presidência da República. Cerca de 15 dias depois, o pai Mauro Cesar Lourena Cid inicia a operação para a venda dos itens de luxo.

Na lista enviada para o tenente, estão 37 relógios de pulso, de mesa e de parede. O relatório cita as marcas; entre as fabricantes estão algumas marcas internacionais como Rolex e Technos. Os valores dos produtos variam entre R$ 20 mil e R$ 60 mil.

Segundo a investigação da Polícia Federal, de acordo com a mídia, logo depois de o tenente-coronel Mauro Cid receber o relatório, o pai dele, o general da reserva Mauro Cesar Lourena Cid ficou responsável por negociar a venda dos itens para repassar o dinheiro ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Mensagens obtidas pelos investigadores mostram que o general vendeu relógios por R$ 68 mil. A Polícia Federal sustenta que o esquema envolvia não só a venda de relógios, mas outros itens de luxo recebidos por Bolsonaro como presentes oficiais para a presidência da República.

O tenente que pediu o relatório sobre os relógios participou também da operação no fim do ano passado para tentar resgatar os diamantes apreendidos no Aeroporto de Guarulhos que foram dados pelo governo Saudita para o governo brasileiro.

Resolução do Tribunal de Contas da União diz que apenas itens com valores de até R$ 100 podem ser incorporados ao acervo particular de ex-presidentes da República.

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