Frederick Wassef depôs na Polícia Federal, mas não explicou o que falou aos policiais ao justificar que o inquérito é assunto sigiloso
Por Elaine Patrícia Cruz – DF
O advogado da família Bolsonaro, Frederick Wassef, deixou a superintendência da Polícia Federal (PF), em São Paulo, por volta das 15 horas de hoje (31). Ele foi intimado a depor no âmbito do inquérito que investiga as suspeitas de que o ex-presidente Jair Bolsonaro teria tentado se apropriar indevidamente de joias que recebeu de presente de autoridades sauditas.

Na saída, o advogado disse a jornalistas que não poderia se manifestar sobre o inquérito, que é sigiloso, mas afirmou que estava sendo vítima de uma “perseguição”.
“Não posso me manifestar. O inquérito tramita em segredo de justiça e eu respeito a Polícia Federal e o Poder Judiciário”, sintetizou.
“Nunca antes eu soube, nunca participei e não tenho a ver com essa história. Só posso, neste momento, dizer que estou sendo perseguido por alguns jornalistas que não agem com o compromisso com a verdade e vem propagandofake news [notícias falsas] em série para assassinar a imagem e a reputação de inocentes. É uma covardia. Isso não se faz”, acrescentou.
O ex-presidente Bolsonaro; a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro; o ex-secretário especial de Comunicação Social (Secom) da Presidência, Fabio Wajngarten; o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, tenente-coronel Mauro Cid; o pai de Mauro Cid, o general César Lourena Cid; o advogado da família Bolsonaro, Frederick Wassef, e os ex-assessores da Presidência, Marcelo Câmara e Osmar Crivellati, foram todos intimados a prestar depoimento hoje à Polícia Federal.
Wassef, no entanto, foi o único dos oito depoentes a prestar depoimento por videoconferência, a partir de São Paulo. Os demais foram ouvidos em Brasília.
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